sexta-feira, 15 de julho de 2016

A BÊNÇÃO DE SER UM FRACASSADO

Se você espera vitimismo e o "mi mi mi" do "eu sou um coitado", me faça um favor, se faça um favor, nos faça um favor:

NÃO LEIA!

Tenho a séria impressão de que a vida desanda  quando tudo dá "certo".

Oi?

Estranho, né?

Tal ideia é compreendida quando lembramos do que Jesus nos ensinou quando disse:

"...quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, esse a salvará." (Lucas 9:24)

Não digo que não seja trabalhoso e penoso vencer na vida. De maneira alguma direi. A dedicação e o esforço de quem consegue mirar um alvo e chega lá  são coisas extraordinárias demais. Porém, achar que tudo isso, seja o que for, é tudo o que verdadeiramente importa e traz sentido a vida é um triste engano. A pauta que o nosso tempo nos "sugere" e a lista de existências para sermos considerados gente digna não necessariamente exigem de nós que sejamos seres humanos humanos, mas, sim, gente útil, produtiva e consumista. E, nós, desde cedo, quando temos bons mentores, aprendemos que há um caminho a seguir, uma receita para nos tornarmos o prato bem-sucedido que seja resposta as demandas desta vida. Diante disso, sei que o que vou dizer é bem clichê, mas, que se lasque. Vou dizer novamente:

"Existir bem, usufruir de privilégios, se dar aos prazeres desta vida, por si só, não traz vida a ninguém."

Como diria o Woody em Toy Story:

"Cair com estilo não é voar."

A nossa consciência nem sempre ouve a gritaria que ecoa nos nossos ouvidos todos os dias, mas, insconcientemente, está bem estruturado na nossa mente o modelo de vida que nos é aparentemente sugerido, mas, de verdade, sutilmente, nos é imposto.

Você sabe que é verdade. O "se preserve", o "busque o que é bom e vantajoso para você", e o "tudo o que você tiver vontade de fazer é legítimo", por que, instintivamente, queremos, não nos causam estranheza alguma.

O bom é que, quando fracassamos ou nos decepcionamos com as promessas que nos foram feitas, temos uma baita oportunidade de ver a vida como ela é. E, quer saber? Livres do fetiche que nos escravizou, frustrados e feridos, já não há mais glamour que nos faça fantasiar a realidade.

Agora, temos um problema quando nos acovardamos diante do desafio que este cenário propõe. Qual é a proposta? Ser homem ou mulher o suficiente para não se conformar com o que não traz saciedade, e, sim, engano e alienação. A inquietação destes, dos que não estão satisfeitos, os levará a construir e experimentar, ainda nesta vida, o melhor lugar do mundo. Estes entenderam que não engolir a vida mais fácil, a que te leva, é viver bem.

Se o fracasso é o que vai abrir os nossos olhos, desejo que todos nós sejamos bem-sucedidos na jornada que nos levará a ele.

Bom "fracasso" pra todos!

quarta-feira, 6 de julho de 2016

QUEM EU NÃO SOU

Poucas são as vezes na vida que fazemos proveito das oportunidades de que temos de nos enxergar e nos conhecer. Numa canção que adoro ouvir chamada "17 de Janeiro", Tiago Arrais toca neste assunto no trecho "Só a Cruz esconderá quem você não é". Ao ler uma explicação dele a respeito dessa frase, entendi que culturalmente e socialmente nos acostumamos a assumir papéis que de alguma maneira se tornam em máscaras. Máscaras estas que dão entender aos outros e a nós mesmos que somos aquilo que aparentamos ou acreditamos ser. Mas, como essa mesma música diz no trecho "deixe ele (Jesus) te falar quem você é", Jesus, aquele que conhece as intenções do coração e não pode de ser enganado, nos conhecendo desde sempre, vê além daquilo que nos esconde e ilude, sendo assim, o único capaz de dizer e nos fazer ver quem somos (pecadores) e precisamos ser (gente capaz de se enxergar e perceber que depende dEle). Mas, quando isso acontece? Quando temos a oportunidade de passar a nos conhecer? Acho que é na dor. Não importando que tipo dela encaramos, quando sofremos, somos levados a  resignificar a vida, e, assim, quem presumiamos que éramos, mas não éramos, e o que dávamos muito valor, mas não merecia o valor que dávamos, são desmacarados.

Por que criamos raizes em convicções e prioridades equivocadas, romper com o que aprendemos a ser requer de nós aquilo que Jesus chamou de nascer de novo.

Falando desta conversa...

Acho que todos nós deveríamos ter um pouco do que Nicodemos tinha. O que? Lá no fundo, a consciência de que Jesus tem respostas que refutam ou resignificam as que até então nos serviam. Nos encontrarmos com Ele num momento só nosso, questioná-lo a respeito do que nos perturba, ouvir suas respostas em relação ao que perguntamos, ou até entender com o seu silêncio que não teremos respostas para algumas questões, deveria ser um hábito a ser aprendido e exercitado por nós. Penso que, dessa maneira, teríamos um retorno mais preciso a respeito de quem verdadeiramente somos, e, assim, não empurraríamos a vida com a barriga. Naquela noite, Jesus embaralhou a cabeça de Nicodemos com coisas que ele, mesmo sendo um mestre no seu tempo, não conseguia entender e imaginar. E, de verdade, desejo que Ele faça isso conosco também.

Repetindo:

Renovação do entendimento, nascer de novo, deixar as nossas máscaras cair, enfim, como quiserem chamar, é disso que precisamos

terça-feira, 15 de setembro de 2015

NÃO É FÁCIL

Título vago, não é? Afinal, tantas coisas na vida não são fáceis. Mas o que me levou a escrever este texto é a dificuldade que encontramos de não nos deformarmos diante da injustiça e da afronta causada por alguém. Não sei se é impressão minha, mas perece que muita gente "atropela" outras pessoas sem fazer força alguma. A maldade presente nestes se manifesta nos simples exercício da existência. O pensamento e meio assim:
"Existo, logo sou estúpido!"
Quem não conhece alguém que azeda o seu dia só por respirar? É triste dizer isso, porém é realidade para muitos. Pelos mais variados motivos, alguns seres humanos se tornaram amargos ou rudes a ponto de causarem repulsa em outros. Diante deste cenário, nos sujamos com pensamentos e sentimentos que não deveriam fazer parte de quem somos. E é aí que somos deformados. E ué... Se dermos mole, viramos machucados que machucam.
Exemplificando:
As vezes me pego chateado me vendo como vítima da estupidez de alguém. Me sentindo assim, querendo, encontro todos as razões para retribuir das mais variadas formas todo o mal que recebi. Na maioria das vezes, talvez por um histórico longo de complexos, a reação a qualquer ação é imediata. Trata-se de uma parte de mim, dentre muitas, que custa a ser domada. Mas será...
ENCERRANDO...

Não brigar, perdoar, superar o que for, NAO É FÁCIL, mas é o que precisamos!

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

LÁ NO EGITO

Quando nos encontramos onde não queremos estar, consequentemente, imaginamos como seria maravilhoso ir para um lugar melhor. Este pode ser um lugar de verdade, ou até algo ligado aos nossos sonhos e sentimentos, ok?
Aí, um dia, pelo cansaço que adquirimos, ou pelo simples fato de não nos conformarmos com a condição na qual nos encontramos, tomamos coragem e rompemos com aquilo que nos faz mal, e enfim conseguimos sair da, curiosamente, desconfortável zona de conforto.
Só que...
Se o lugar que almejamos chegar realmente vale a pena, não chegaremos nele com facilidade, muito menos de uma hora para a outra. A verdade é que o caminho será complicado para muitos de nós. E é aí, quando a dor e as demais dificuldades chegam, que achamos que talvez não tenha sido uma boa ideia sair de onde saímos. Consequentemente, surge o "Será que vale a pena passar por isso?" e o "As coisas eram melhores onde eu estava". Então brota o "Por que continuar? Afinal, o lugar no qual eu queria chegar não existe, e, se existe, eu não sou capaz de chegar lá". Neste momento, a dor danificou a nossa capacidade de diagnosticar as circunstâncias. Ver além do que sentimos no presente torna-se quase impossível. Quase, ok? Por isso, por ser só quase, podemos acreditar que aquele ditado no qual fazemos uma limonada após ganharmos um limão da vida, tem muito a ver com a postura que devemos assumir quando a linha de chegada parece distante.
Ah...
A maioria das lições que existem nesse texto tem origem no que Deus revelou ao Pastor da minha atual igreja. Ah, e a próxima não é diferente.
Certa vez, pregando sobre a galeria dos heróis da fé, ele nos disse que, se a dor é inevitável, devemos tirar força da fraqueza que ela causa em nós. Estando onde estávamos, ou onde nos encontramos agora, a aflição inevitavelmente é uma constante. Só que para aqueles que negam a si mesmos, não se conformam com este mundo, e com a possibilidade de serem deformados por ele, apesar da aflição, há uma paz que foge de tudo que conseguimos compreender. Acredite ou não, ela nos leva ao melhor lugar de todos ainda que nos encontremos no pior deles aqui na terra.
Encerrando...
Que com a força daquEle que nos concede essa paz, suportemos qualquer dor e cansaço, e caminhemos durante o tempo que for preciso acreditando que chegaremos num lugar melhor.

Belê?

BÊBADOS

Por que Bêbados? Por que, de uma maneira ou de outra, é o que somos. Não quero dizer que todos nós somos alcançados pelos efeitos da ingestão excessiva de álcool. Não mesmo. Afinal, somos capazes de nos drogar de coisas que nem drogas são. O que me leva a acreditar nisso? Os nossos mais variados instrumentos de fuga da realidade.
O pior é que os efeitos já se tornaram comuns a ponto de nos levarem a acreditar que o que eles causam em nós já é parte de quem somos. É, pensando que estamos sóbrios e que não nos tornamos dependentes acabamos nos tornamos dependentes de coisas que nos roubam de nós mesmos. Ah, não pense que me excluo desse enorme grupo de bêbados. Só Deus sabe onde me excedo e derrapo emprestando as rédeas da minha vida ao homem deste tempo (um ser narcisista, hedonista, e egoísta). A ideia de escrever esse texto surgiu a partir da reflexão a respeito da passagem bíblica na qual Paulo aconselha ao Efésios a não se embriagarem com vinho, no qual há devassidão, mas que eles se enchessem do Espírito (Efésios: 5. 18). Por isso, acredito que ele diria o seguinte se escrevesse ao ser humano do século 21:
Não vos embriagueis com a comida, na qual há a gula e a compulsão...
Não vos embriagueis com os cuidados estéticos, nos quais há vaidade exacerbada.
Não vos embriagueis com o entretenimento, no qual há fuga da realidade.
E por aí vai...
Ah, em todos os casos:

..., MAS ENCHEI-VOS DO ESPÍRITO

Ah, é bom lembrar que os males citados são consequências de excessos. Afinal, não há nada de errado em comer, cuidar da nossa aparência, e se entreter. O problema é permitir que os cuidados com essa vida nos levem a viver em função dela.

Por mais que o presente grite que não há nada além dessa existência aqui, eu e você podemos ter a certeza de que tudo não se limita ao que os nossos olhos podem ver.

Pelo que nessa vida vale a pena lutar?

Não por terra, não por templos, não por dinheiro, nem por nada que não tenha valor eterno. É tão difícil de entender isso? Não vale a pena perder tempo lutando para ter de volta aquilo do que Cristo nos libertou.
Neste tempo de "Sacerdotes", templos luxuosos, pastores que pastoreiam a si mesmos, obediência cega a gente que se perdeu de Deus há muito tempo, o Senhor nos tem permitido ver nitidamente quem não precisamos ser e ao que não precisamos dar valor. 
Talvez o cenário de injustiça nesta vida aqui na terra não mude. É bem provável que só piore. Mas a gente ainda quer justiça, né? A impunidade nos deixa perplexos, revoltados, e querendo fazer justiça com as próprias mãos. Quer um conselho? Deixe para Deus a justiça, e peça a Ele misericórdia para com aqueles que nos fazem mal. O nosso inimigo não é de carne e osso. Além do mais, ao se fazer um com a maldade, aquele que comete o mal vive o seu castigo. Qual? Viver longe do Criador. Há maior castigo do que esse?

Minha oração é para que Deus acalme o nosso coração, nos ensine a superar, e que nunca nos permita esquecer que o que nos faz justo não é a nossa justiça, mas sim o sacrifício de Cristo. Para não ouvirmos "Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade", saibamos perceber a que distância estamos daquEle que nos faz cristãos, amém?

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

"Ela é insuportável"

É incrível ver como existem pessoas que falam mal de outras na rua. Sério. Sempre há alguém, geralmente uma mulher, que por ser super "legal", leva outros a ficarem insatisfeitos, amargos, e reclamando o tempo todo. Nenhum lugar é desconfortável, ou cheio demais a ponto de inviabilizar  a língua dos "pobres injustiçados" de fazer a caveira dessa pessoa ultra "querida". Nenhum. O pior é que, enquanto falam das "vilãs" de suas vidas, o veneno escorre pela boca, e o ódio pelos olhos das "cinderelas do século XXI".  Aí você me pergunta: Qual é o problema? Aí eu te respondo: O problema é azedar a viagem dos outros, e levar para onde for o mal que te fizeram. 

Ser injustiçado virou normal em qualquer lugar. O mundo é movido a injustiça. O que nos resta fazer? Olhar para nos mesmos procurando saber se não há em nós as mesmas características de quem consideramos insuportável. Precisamos perdoar e ser propagadores da justiça em todo e qualquer lugar. 

Pense aí...

AFINAL:

                    Desperdiçar a vida com "blá, blá, blá" é estupidez demais.