segunda-feira, 22 de abril de 2013

Vivo, logo luto.

Luto contra a minha vontade, contra os meus desejos, contra o me permitir, contra valores invertidos que tornaram-se certos pelo “todo mundo faz”, contra a fraqueza, contra a ausência de motivações corretas, contra o sono, contra a balança, contra o estereótipo do cara perfeito que dentro de padrões questionáveis querem que eu seja, contra a baixa auto-estima, contra o consumismo, contra a vaidade, o egoísmo, a inveja, o ciúme, o desequilíbrio, a hipocrisia, a inconstância, a falta de paciência, contra ensinamentos equivocados que foram inseridos na minha mente e na de outros a vida inteira, contra o conformismo, contra a alegria exagerada que não me permite ver o quanto é necessário mudar, contra a tristeza que quer me fazer parar, contra o medo, contra os oba-obas, contra paixões que não me levarão a lugar nenhum, enfim, vivo, logo luto.

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