sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A VITÓRIA

Já perdi as contas de quantas músicas de vitória são tocadas o dia inteiro nas rádios evangélicas. São tantas, viu? Eu particularmente não gosto delas. Por quê? Por que elas são completamente voltadas para o nosso prazer.

OBS: Por causa do “negue-se a si mesmo”, Cristianismo com a visão hedonista não existe.

VOLTANDO...

Estas músicas trazem o homem para o centro de todas as coisas que acontecem ou devem acontecer na terra. O umbigo do homem é o que há. Nesta teologia distorcida, Deus é um funcionário dos homens. Ele é alguém que tem como o motivo da sua existência o cumprimento das promessas, a realização dos milagres e a entrega da vitória que os “divinos” seres humanos tanto querem.

Quando ouço essas músicas ou mensagens ligadas a vitórias ou promessas penso da seguinte forma:

O ASSUNTO NÃO É ESTE!

Como assim o assunto não é este? Você se lembra daquela brincadeira do telefone sem fio? Então... Na maioria das vezes, as mensagens que eram faladas chegavam muito distorcidas ao último que as ouvia, certo? No final da brincadeira, quem inicialmente as proferiu dizia o que ele tinha falado, dizendo assim, ao falar mensagem original, que não era aquilo que ele tinha dito. Era mais menos assim, não é? Então... Penso que Deus olhe para muitos de nós e diga a seguinte frase a respeito de como vivemos os seus ensinamentos (o que Ele inicialmente falou):

“NÃO ERA ISSO QUE EU TINHA DITO!”

O que distorce em nós a mensagem perfeita que Deus deixou?

A nossa vontade.  Por que não houve uma real conversão, mas sim apenas a assimilação de conceitos religiosos que por si só são incapazes de libertar-nos de qualquer tipo de alienação, o que há em muitos de nós é cabeça do mundo. Nossos valores, necessidades, enfim, tudo o que é importante para nós não vem da referência Divina, mas sim da referência do homem deste tempo. Eu acredito que quando entregamos as nossas vidas a Jesus Ele nos dá uma baita chacoalhada e nos faz ver as coisas como realmente são, livres de qualquer religiosidade, imediatismo, utopia, ou qualquer coisa que a nossa medíocre visão nos levava a interpretar da maneira equivocada.

Em relação a vitória:

A vitória daquele que crê em Cristo Jesus foi conquistada na cruz, ok? Não digo que Deus seja indiferente as nossas necessidades, pois ele não é. A questão é que nem todos os nossos desejos são realmente necessidades. Ainda mais quando os mesmos são ditados pela maioria. A vontade de Deus é boa, perfeita e agradável. Se a vivemos, as nossas necessidades sempre serão supridas, pois haverá em nós uma mudança de mente, uma mudança no entendimento do que é realmente importante nesta vida. Viver a vontade de Deus nos faz verdadeiramente vitoriosos.

Agora me responda:

Será que o que move o coração e a vontade dEle é te conceder aquilo que você quer?

Será que aquilo que você faz esperando em troca um favor do Criador não pode ser
chamado de barganha?

Você realmente acha que Deus necessita de algo que você seja capaz de dar e fazer para que Ele seja mais ou menos Deus?

Conselho:

Se esforce para conquistar tudo o que sonhas, e, ao conquistar, não se perca entesourando riquezas naquilo que não tem valor eterno.
 

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