terça-feira, 15 de setembro de 2015

NÃO É FÁCIL

Título vago, não é? Afinal, tantas coisas na vida não são fáceis. Mas o que me levou a escrever este texto é a dificuldade que encontramos de não nos deformarmos diante da injustiça e da afronta causada por alguém. Não sei se é impressão minha, mas perece que muita gente "atropela" outras pessoas sem fazer força alguma. A maldade presente nestes se manifesta nos simples exercício da existência. O pensamento e meio assim:
"Existo, logo sou estúpido!"
Quem não conhece alguém que azeda o seu dia só por respirar? É triste dizer isso, porém é realidade para muitos. Pelos mais variados motivos, alguns seres humanos se tornaram amargos ou rudes a ponto de causarem repulsa em outros. Diante deste cenário, nos sujamos com pensamentos e sentimentos que não deveriam fazer parte de quem somos. E é aí que somos deformados. E ué... Se dermos mole, viramos machucados que machucam.
Exemplificando:
As vezes me pego chateado me vendo como vítima da estupidez de alguém. Me sentindo assim, querendo, encontro todos as razões para retribuir das mais variadas formas todo o mal que recebi. Na maioria das vezes, talvez por um histórico longo de complexos, a reação a qualquer ação é imediata. Trata-se de uma parte de mim, dentre muitas, que custa a ser domada. Mas será...
ENCERRANDO...

Não brigar, perdoar, superar o que for, NAO É FÁCIL, mas é o que precisamos!

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

LÁ NO EGITO

Quando nos encontramos onde não queremos estar, consequentemente, imaginamos como seria maravilhoso ir para um lugar melhor. Este pode ser um lugar de verdade, ou até algo ligado aos nossos sonhos e sentimentos, ok?
Aí, um dia, pelo cansaço que adquirimos, ou pelo simples fato de não nos conformarmos com a condição na qual nos encontramos, tomamos coragem e rompemos com aquilo que nos faz mal, e enfim conseguimos sair da, curiosamente, desconfortável zona de conforto.
Só que...
Se o lugar que almejamos chegar realmente vale a pena, não chegaremos nele com facilidade, muito menos de uma hora para a outra. A verdade é que o caminho será complicado para muitos de nós. E é aí, quando a dor e as demais dificuldades chegam, que achamos que talvez não tenha sido uma boa ideia sair de onde saímos. Consequentemente, surge o "Será que vale a pena passar por isso?" e o "As coisas eram melhores onde eu estava". Então brota o "Por que continuar? Afinal, o lugar no qual eu queria chegar não existe, e, se existe, eu não sou capaz de chegar lá". Neste momento, a dor danificou a nossa capacidade de diagnosticar as circunstâncias. Ver além do que sentimos no presente torna-se quase impossível. Quase, ok? Por isso, por ser só quase, podemos acreditar que aquele ditado no qual fazemos uma limonada após ganharmos um limão da vida, tem muito a ver com a postura que devemos assumir quando a linha de chegada parece distante.
Ah...
A maioria das lições que existem nesse texto tem origem no que Deus revelou ao Pastor da minha atual igreja. Ah, e a próxima não é diferente.
Certa vez, pregando sobre a galeria dos heróis da fé, ele nos disse que, se a dor é inevitável, devemos tirar força da fraqueza que ela causa em nós. Estando onde estávamos, ou onde nos encontramos agora, a aflição inevitavelmente é uma constante. Só que para aqueles que negam a si mesmos, não se conformam com este mundo, e com a possibilidade de serem deformados por ele, apesar da aflição, há uma paz que foge de tudo que conseguimos compreender. Acredite ou não, ela nos leva ao melhor lugar de todos ainda que nos encontremos no pior deles aqui na terra.
Encerrando...
Que com a força daquEle que nos concede essa paz, suportemos qualquer dor e cansaço, e caminhemos durante o tempo que for preciso acreditando que chegaremos num lugar melhor.

Belê?

BÊBADOS

Por que Bêbados? Por que, de uma maneira ou de outra, é o que somos. Não quero dizer que todos nós somos alcançados pelos efeitos da ingestão excessiva de álcool. Não mesmo. Afinal, somos capazes de nos drogar de coisas que nem drogas são. O que me leva a acreditar nisso? Os nossos mais variados instrumentos de fuga da realidade.
O pior é que os efeitos já se tornaram comuns a ponto de nos levarem a acreditar que o que eles causam em nós já é parte de quem somos. É, pensando que estamos sóbrios e que não nos tornamos dependentes acabamos nos tornamos dependentes de coisas que nos roubam de nós mesmos. Ah, não pense que me excluo desse enorme grupo de bêbados. Só Deus sabe onde me excedo e derrapo emprestando as rédeas da minha vida ao homem deste tempo (um ser narcisista, hedonista, e egoísta). A ideia de escrever esse texto surgiu a partir da reflexão a respeito da passagem bíblica na qual Paulo aconselha ao Efésios a não se embriagarem com vinho, no qual há devassidão, mas que eles se enchessem do Espírito (Efésios: 5. 18). Por isso, acredito que ele diria o seguinte se escrevesse ao ser humano do século 21:
Não vos embriagueis com a comida, na qual há a gula e a compulsão...
Não vos embriagueis com os cuidados estéticos, nos quais há vaidade exacerbada.
Não vos embriagueis com o entretenimento, no qual há fuga da realidade.
E por aí vai...
Ah, em todos os casos:

..., MAS ENCHEI-VOS DO ESPÍRITO

Ah, é bom lembrar que os males citados são consequências de excessos. Afinal, não há nada de errado em comer, cuidar da nossa aparência, e se entreter. O problema é permitir que os cuidados com essa vida nos levem a viver em função dela.

Por mais que o presente grite que não há nada além dessa existência aqui, eu e você podemos ter a certeza de que tudo não se limita ao que os nossos olhos podem ver.

Pelo que nessa vida vale a pena lutar?

Não por terra, não por templos, não por dinheiro, nem por nada que não tenha valor eterno. É tão difícil de entender isso? Não vale a pena perder tempo lutando para ter de volta aquilo do que Cristo nos libertou.
Neste tempo de "Sacerdotes", templos luxuosos, pastores que pastoreiam a si mesmos, obediência cega a gente que se perdeu de Deus há muito tempo, o Senhor nos tem permitido ver nitidamente quem não precisamos ser e ao que não precisamos dar valor. 
Talvez o cenário de injustiça nesta vida aqui na terra não mude. É bem provável que só piore. Mas a gente ainda quer justiça, né? A impunidade nos deixa perplexos, revoltados, e querendo fazer justiça com as próprias mãos. Quer um conselho? Deixe para Deus a justiça, e peça a Ele misericórdia para com aqueles que nos fazem mal. O nosso inimigo não é de carne e osso. Além do mais, ao se fazer um com a maldade, aquele que comete o mal vive o seu castigo. Qual? Viver longe do Criador. Há maior castigo do que esse?

Minha oração é para que Deus acalme o nosso coração, nos ensine a superar, e que nunca nos permita esquecer que o que nos faz justo não é a nossa justiça, mas sim o sacrifício de Cristo. Para não ouvirmos "Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade", saibamos perceber a que distância estamos daquEle que nos faz cristãos, amém?