quarta-feira, 6 de julho de 2016

QUEM EU NÃO SOU

Poucas são as vezes na vida que fazemos proveito das oportunidades de que temos de nos enxergar e nos conhecer. Numa canção que adoro ouvir chamada "17 de Janeiro", Tiago Arrais toca neste assunto no trecho "Só a Cruz esconderá quem você não é". Ao ler uma explicação dele a respeito dessa frase, entendi que culturalmente e socialmente nos acostumamos a assumir papéis que de alguma maneira se tornam em máscaras. Máscaras estas que dão entender aos outros e a nós mesmos que somos aquilo que aparentamos ou acreditamos ser. Mas, como essa mesma música diz no trecho "deixe ele (Jesus) te falar quem você é", Jesus, aquele que conhece as intenções do coração e não pode de ser enganado, nos conhecendo desde sempre, vê além daquilo que nos esconde e ilude, sendo assim, o único capaz de dizer e nos fazer ver quem somos (pecadores) e precisamos ser (gente capaz de se enxergar e perceber que depende dEle). Mas, quando isso acontece? Quando temos a oportunidade de passar a nos conhecer? Acho que é na dor. Não importando que tipo dela encaramos, quando sofremos, somos levados a  resignificar a vida, e, assim, quem presumiamos que éramos, mas não éramos, e o que dávamos muito valor, mas não merecia o valor que dávamos, são desmacarados.

Por que criamos raizes em convicções e prioridades equivocadas, romper com o que aprendemos a ser requer de nós aquilo que Jesus chamou de nascer de novo.

Falando desta conversa...

Acho que todos nós deveríamos ter um pouco do que Nicodemos tinha. O que? Lá no fundo, a consciência de que Jesus tem respostas que refutam ou resignificam as que até então nos serviam. Nos encontrarmos com Ele num momento só nosso, questioná-lo a respeito do que nos perturba, ouvir suas respostas em relação ao que perguntamos, ou até entender com o seu silêncio que não teremos respostas para algumas questões, deveria ser um hábito a ser aprendido e exercitado por nós. Penso que, dessa maneira, teríamos um retorno mais preciso a respeito de quem verdadeiramente somos, e, assim, não empurraríamos a vida com a barriga. Naquela noite, Jesus embaralhou a cabeça de Nicodemos com coisas que ele, mesmo sendo um mestre no seu tempo, não conseguia entender e imaginar. E, de verdade, desejo que Ele faça isso conosco também.

Repetindo:

Renovação do entendimento, nascer de novo, deixar as nossas máscaras cair, enfim, como quiserem chamar, é disso que precisamos

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