sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

A VITÓRIA

Já perdi as contas de quantas músicas de vitória são tocadas o dia inteiro nas rádios evangélicas. São tantas, viu? Eu particularmente não gosto delas. Por quê? Por que elas são completamente voltadas para o nosso prazer.

OBS: Por causa do “negue-se a si mesmo”, Cristianismo com a visão hedonista não existe.

VOLTANDO...

Estas músicas trazem o homem para o centro de todas as coisas que acontecem ou devem acontecer na terra. O umbigo do homem é o que há. Nesta teologia distorcida, Deus é um funcionário dos homens. Ele é alguém que tem como o motivo da sua existência o cumprimento das promessas, a realização dos milagres e a entrega da vitória que os “divinos” seres humanos tanto querem.

Quando ouço essas músicas ou mensagens ligadas a vitórias ou promessas penso da seguinte forma:

O ASSUNTO NÃO É ESTE!

Como assim o assunto não é este? Você se lembra daquela brincadeira do telefone sem fio? Então... Na maioria das vezes, as mensagens que eram faladas chegavam muito distorcidas ao último que as ouvia, certo? No final da brincadeira, quem inicialmente as proferiu dizia o que ele tinha falado, dizendo assim, ao falar mensagem original, que não era aquilo que ele tinha dito. Era mais menos assim, não é? Então... Penso que Deus olhe para muitos de nós e diga a seguinte frase a respeito de como vivemos os seus ensinamentos (o que Ele inicialmente falou):

“NÃO ERA ISSO QUE EU TINHA DITO!”

O que distorce em nós a mensagem perfeita que Deus deixou?

A nossa vontade.  Por que não houve uma real conversão, mas sim apenas a assimilação de conceitos religiosos que por si só são incapazes de libertar-nos de qualquer tipo de alienação, o que há em muitos de nós é cabeça do mundo. Nossos valores, necessidades, enfim, tudo o que é importante para nós não vem da referência Divina, mas sim da referência do homem deste tempo. Eu acredito que quando entregamos as nossas vidas a Jesus Ele nos dá uma baita chacoalhada e nos faz ver as coisas como realmente são, livres de qualquer religiosidade, imediatismo, utopia, ou qualquer coisa que a nossa medíocre visão nos levava a interpretar da maneira equivocada.

Em relação a vitória:

A vitória daquele que crê em Cristo Jesus foi conquistada na cruz, ok? Não digo que Deus seja indiferente as nossas necessidades, pois ele não é. A questão é que nem todos os nossos desejos são realmente necessidades. Ainda mais quando os mesmos são ditados pela maioria. A vontade de Deus é boa, perfeita e agradável. Se a vivemos, as nossas necessidades sempre serão supridas, pois haverá em nós uma mudança de mente, uma mudança no entendimento do que é realmente importante nesta vida. Viver a vontade de Deus nos faz verdadeiramente vitoriosos.

Agora me responda:

Será que o que move o coração e a vontade dEle é te conceder aquilo que você quer?

Será que aquilo que você faz esperando em troca um favor do Criador não pode ser
chamado de barganha?

Você realmente acha que Deus necessita de algo que você seja capaz de dar e fazer para que Ele seja mais ou menos Deus?

Conselho:

Se esforce para conquistar tudo o que sonhas, e, ao conquistar, não se perca entesourando riquezas naquilo que não tem valor eterno.
 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

MADUREIRA

Com este texto não tenho menor intenção de falar sobre este bairro tão popular do nosso Rio de Janeiro, mas sim sobre uma ideia que está vinculada a ele através de uma música, ok?

 Ainda que sem querer (sem querer nem um pouco), pela força cultural do samba e do pagode nesta região da cidade, volta e meia ouço essas músicas. Como uma mãe que alimenta o seu querido filho enfiando a comida goela abaixo sem que ele queira, para a minha alegria, os meus vizinhos alimentam a minha mente com as  letras dessas "deliciosas" canções. Por isso, por ouvir tanto, posso dizer que na maioria das vezes as mesmas falam sobre traição, decepção, e cachaça. Dentro do estoque de músicas que eles me fizeram engolir encontra-se a que aquele senhorzinho canta no seu repetitivo refrão o nome do bairro de:

Eu sei que você conhece, pois provavelmente você tem vizinhos como os meus.
.
OBS: Eu não suporto esta música!

Voltando...

Nela ele fala que aquele é o lugar dele, certo? Um lugar no qual ele vive várias coisas, faz o que gosta, e se sente bem. Em cima dessa ideia, da ideia de que o nosso lugar é onde fazemos estas coisas, qual é o “Madureira” da sua vida? Você sabe? Não? Não estou pedindo as coordenadas geográficas de um lugar, mas sim querendo saber onde você abriga o que você é. Onde se encontra o seu lugar? Você se já questionou sobre? Deveria...

Vamos lá...

Eu acredito que para sobrevivermos a esta vida aprendemos a criar lugares que nos trazem satisfação, que nos levam onde queremos estar independente de onde estejamos. É como se com medo de encarar a realidade, o tédio, a solidão, e a tristeza, criássemos micro mundos. Lugares nos quais os senhores soberanos somos nós. Neste lugar, só o que precisamos é do kit de sobrevivência composto por itens que levam ao prazer nas suas mais variadas ramificações. Não percebemos, mas isso se reflete diretamente no tipo de pessoas que somos e na maneira como nos relacionamos com outros indivíduos.Talvez possa ser uma viagem da minha pessoa, mas percebo que na vida de muitos de nós, por agirmos do jeito que falei anteriormente, as pessoas que se relacionam com a gente são apenas peças que viabilizam  ou não a nossa chegada ao nosso “Madureira”. Posso estar exagerando, mas é como se a nossa relação com as pessoas se assemelhasse com a nossa relação com um apetitoso prato de comida que amamos. Que amamos comer, não é? Não há em nós o desejo de passar a nossa vida ao lado de uma deliciosa fatia de pizza, e muito menos de dar carinho a ela. Não mesmo! Não há sentimento nessa relação. O que eu quero dela é o delicioso prazer que ela me concede.

O tipo de pessoas que este mundo tem nos transformado age exatamente desta maneira. Como? Usando as outras para o seu prazer. Com este caráter moldado a partir das referências distorcidas deste mundo torto, infelizmente, o que move o nosso viver é a manutenção do nosso “Madureira”, do nosso micro mundo. Triste, não é?

Agora me diga com toda sinceridade:

Onde é o seu lugar?

O que você faz para chegar lá?

No que ele é alicerçado?


No seu prazer?    


PENSE NISSO...




Continua...

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

GENTE COMO GENTE TEM QUE SER!

Eu ouvi essa frase em uma mensagem há algum tempo atrás e entendi que é realmente isso que Deus quer de nós. Que sejamos gente que estuda, trabalha, tem lazer (isso não é luxo, é necessidade), gente que dorme, gente que cuida da saúde, gente que se relaciona com outras pessoas que não compartilham da nossa fé sem ser influenciados negativamente por elas e influenciando-as, enfim, gente que vive. A presença de Jesus em nossas vidas nos leva a real normalidade. Em tudo o que fazemos, enquanto gente alcançada pelo amor de Deus, podemos ser benção. A busca por uma vida espiritual não entrelaçada a prática da real vontade de Deus no mundo no qual ainda estamos tem levado gente a beira da loucura no nome dEle. Ao olhar para nós, para os nossos atos, para as nossas famílias, enfim, para a prática daquilo que acreditamos ser uma vida espiritual, as outras pessoas (familiares, vizinhos, conhecidos) querem viver isso? Na maioria das vezes não! Dizemos não acreditar que a Salvação vem pela justificação por meio das obras, mas na prática damos a entender a quem não está na igreja, mesmo sem querer (ou querendo), que se ele não segue o manual das boas condutas (máscara pra gente ver) ele não é digno de servir a Deus. Foi para a liberdade que Cristo me libertou! Depois de passar tanto tempo correndo para lá e para cá indo de hospitais em hospitais, de ficar deitado na cama dos mesmos por algum tempo, eu perdi a paciência com máscaras. Deus sabe quem realmente somos, viu? Não há como engana-lo. Há como se enganar! E como há, viu? Achando que estamos corretos, ainda que não estejamos, colocamos fardos muito pesados sob quem está a nossa volta. Achamos que aquele vizinho, aquela pessoa da família, ou qualquer outra pessoa é o nosso espinho na carne, quando, na verdade, nós que o somos na vida destes. Não digo que em todos os casos será assim, mas, em muitos, a culpa pela a aversão dos nossos próximos ao evangelho será nossa. A nossa espiritualidade sem vida, sem graça e encharcada de religiosidade pinta a imagem nada fiel de Jesus Cristo para eles. A culpa é de quem? Nossa. Deus nos convida hoje a ser gente como gente tem que ser. 

ASS: Um baita, Power, ultra, mega pecador!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

VIVO PARA A GLÓRIA DE DEUS: MAIS QUE UM LEMA, MAIS QUE UM TEMA!

Viver para a glória de Deus não é apenas um lema ou tema de uma campanha. Se formos buscar o porquê de sermos cristãos, vamos entender que viver para a glória de Deus está diretamente ligado à razão de existirmos. Por mais que pareça que sim, não existimos só para nos divertir, nem só para trabalhar ou para realizar qualquer outra coisa que realizamos nesta terra. Não mesmo! Mas não há como deixarmos de fazermos estas coisas, não é? Imagine só que se para viver para a glória de Deus todos nós tivéssemos que largar tudo, trabalho, família, amigos, enfim, tudo. Talvez vivêssemos todos como João Batista, não é mesmo? Não que isso seja ruim, mas eu acredito que não seja o plano de Deus para todos nós. Acredito que nos nossos corações, nos corações daqueles que encontraram a salvação em Cristo Jesus, deva existir essa disposição para largar tudo por Ele na hora que Ele quiser, mas quem vai dizer se é necessário tomar tal atitude é próprio Deus. Por isso, temos que estar bem ligados nEle para entendermos qual é a sua vontade nas nossas vidas. Porém, não sendo da vontade dEle que larguemos tudo o que fazemos e temos que fazer para sobreviver, como vivemos para a glória dEle? Você deve estar se perguntado se há como fazer isso, certo? Te digo que sim. Se verdadeiramente Cristo vive em nós, não importa onde nos encontramos ou o que fazemos onde nos encontramos, porque Ele habita em nós, em tudo que fizermos e onde estivermos viveremos para a glória do Pai.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

VOCÊ É JURADO OU ADORADOR?


Por estar sempre participando de alguma forma do culto prestado na minha igreja local e por ter participado bastante em outros locais acredito que posso falar de algumas coisas que observo que acontecem com muita frequência nas igrejas. Parece-me que existem momentos no quais aqueles que se dispuseram a dedicar os seu dons a Deus, seja cantando , dançando, orando, pregando ou fazendo qualquer outra coisa no momento do culto são medidos por quem está a observar o que é feito.  Discorda? Tranquilo. Mas não pare de ler não. Ouça mais um pouco o que tenho a dizer e depois tire as suas conclusões.

Voltando...

Dando motivo ou não para isso não cabe na comunhão dos santos tais distrações. Talvez passe pela cabeça de alguém:

“Ah, esse garoto quer aparecer.”
“Ah, olha como ela desafina.”
“Nossa, como ele exagera tocando isso!”
 
Aí meu amigo, sinto te dizer, mas nesse pensamento muitos se perdem e acabam não prestando o culto a Deus. Aí amigo meu amigo, ficamos cegos e surdos para o que Deus tem a nos mostrar e a nos dizer neste encontro.

OBS: O engraçado é que na parte de ouvir que Deus tem bênçãos para nós e que somos especiais nossos ouvidos e olhos funcionam direitinho. Por que será, né?

Mas voltando...

Não estou querendo dizer que o rapaz não está querendo aparecer, nem que a menina não esteja desafinando e  muito menos que o outro não esteja a exagerar, mas sim que isso não possui relevância no que diz respeito a sua adoração a Deus. Você consegue entender? A sua adoração a ele e o seu foco no que Ele tem a te dizer não podem estar condicionados do lado de fora, nas outras pessoas. Até entendo que para quem entrou agora na igreja essa seja uma questão mais difícil de lidar, mas penso que para aqueles que dizem servir a Deus a tanto tempo não deveria existir mais essas dificuldades. Entendo que muito disso se dá pela formação que recebemos nas igrejas. Infelizmente, muitos são religiosos, porém não nascidos do Espírito ainda.

Será que um dia serão? Como saber se você é? Busque a Deus, cara. Desprenda-se das suas convicções e opiniões que nunca te levaram a nada. Ainda há tempo, pow. Se for o caso, seja humilde e admita que por trás dessa mania de julgar existe alguém invejoso querendo estar no lugar do outro. 


OBS: Estar na frente da igreja fazendo o que for não confere nada a ninguém. A nossa salvação é pela graça por meio da fé, e não pelos nossos atos ou obras.

Em relação a aquele que possa estar fazendo alguma coisa com a intenção de se promover ou massagear o seu ego, lembro-me desta passagem:

"E quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas. Eles gostam de ficar orando em pé nas sinagogas e nas esquinas, a fim de serem vistos pelos outros. Eu lhes asseguro que eles já receberam sua plena recompensa.
                                                                         Mateus 6:5

O que devemos entender em cima dela? Aquele que queria ser visto, ao ser visto, já recebeu o que queria. A recompensa de Deus, o sentir a presença dEle que nos leva a comunhão com Ele, este não desfrutará.
Se o que há em você é vontade de estar no lugar do outro, peça perdão a Deus, ore pelo outro e, se for da vontade de Deus, se esforce para fazer o que você quer.

OBS: Não é a realidade de todas as igrejas, mas em muitas delas é dado muito espaço para quem quer exercitar algum dom.

Ah...

Lembrando que o fazemos na igreja deve ser continuidade de quem somos e do nosso relacionamento que temos com Deus. Como é que anda o seu? Qual foi a última vez em que buscou por meio da Bíblia através de um estudo sério ouvir o que Deus tem a te dizer e abriu mão de suas convicções e opiniões equivocadas?

Ah, as críticas...

É bom lembrar que, tanto sendo bem ou mal intencionadas, as críticas e notas atribuídas por aqueles que deveriam participar e não assistir ao culto já fizeram muita gente boa se perder. Inclusive os mesmos. Até porque, aquele que é louco por criticar na aguenta ficar sem o fazer num lugar onde tenha gente. Na verdade, talvez até aguente, porém manter a comunhão com Deus, assumindo a posição de Juiz, ele não conseguirá. Talvez até pense que sim, mas não conseguirá. Para o azar deste, gente sempre terá defeitos.

Mas voltando...

Não sabemos como o coração do nosso irmão recebe o elogio ou a crítica, né? Por isso, tenhamos cuidado. Muita gente se perdeu ao se alimentar de tapinhas nas costas e de ouvir parabéns. Assim como também muita gente que ainda não tinha raízes em Deus foram impedidas de ter por falta de sabedoria de quem não soube se comunicar com estes. Eu admito que eu possa ter impedido alguém de conhecer mais a Deus por não saber como falar com este alguém. Provavelmente eu o fiz. Até hoje tenho essa dificuldade. Mas uma coisa eu faço: tento mudar!

Você está tentando? Seja sincero...

Pense nisso... 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

AH, MAS EXERCITAR A PIEDADE NÃO ME TORNA ATRAENTE!


"O exercício físico é de pouco proveito; a piedade, porém, para tudo é proveitosa, porque tem promessa da vida presente e da futura."
1 Timóteo 4:8

O título deste texto está diretamente ligado ao versículo acima. Que título louco, né? É. A ideia é de que pensemos no porquê de negligenciarmos tanto no que diz respeito a piedade. Mas primeiro, como diria o máscara, busquemos entender que tipo de piedade Paulo está falando com o seu filho na fé Timóteo por meio daquela carta. 

Vamos?

Dei uma estudada aqui e vi que podemos ligar o significado da palavra “piedade” à compaixão ou à devoção a Deus. Se no texto por trás da palavra “piedade” se encontra o sentido de compaixão, podemos dizer que Paulo estaria dizendo para Timóteo sentir a dor do outro e fazer algo para ajudar o próximo. Agora, dentro que eu acredito que seja e analisando o contexto, podemos dizer que Paulo estava falando de devoção mesmo. Não digo que ele estivesse pedindo para que Timóteo fosse um religioso fanático, mas que, dentro do que é a vontade de Deus em relação a como devemos viver, o mesmo fosse um devoto. É bom lembrar que diferente de muitos de nós aqueles homens sabiam que o que agrada a Deus não são os rituais ou as nossas boas obras, mas sim um coração sincero e uma vida dedicada ao Criador. Então podemos dizer que o significado ligado à devoção cabe melhor quando quisermos entender de que “piedade” Paulo estava falando naquele momento. Ah, é bom pensarmos também o seguinte: 

Se sou devoto à Deus, se tenho reverência a Ele com a minha vida, o exercício da compaixão será automático, algo natural. 

Além do mais, ao fazer algo por quem necessita, somos devotos a Deus. Até porque, Deus não necessita de sacrifícios, oferendas e qualquer outro tipo de coisas que possamos querer ofertar à Ele, porém gente necessitada precisa. E quando fazemos por quem necessita fazemos para o próprio Deus. Olhe aí um trecho do texto que se encontra no evangelho segundo Mateus:

"O Rei responderá: ‘Digo-lhes a verdade: o que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram’.

Mateus 25:40

Ah, depois leia o texto inteiro, o livro inteiro, o testamento inteiro, enfim, a bíblia toda.

Mas voltando...

Algo interessante ao analisarmos o exercício da piedade é benefício que temos como resultado dessa prática. Paulo diz que o exercício físico é pouco proveitoso e o da piedade para tudo é proveitoso tanto para essa para quanto a vida futura. Ele não está querendo dizer que não devemos praticar exercícios físicos e que esses não possuem valor algum. Longe disso, tá? Até porque, ele era sábio o suficiente para entender que a prática dos mesmos trazem benefícios à saúde. Na verdade o foco dele não é nem falar sobre assunto, mas sim dar a Timóteo conselhos para o cumprimento do seu ministério. Mas podemos dizer que ele bem sabia que no que diz respeito a comunhão com Deus e crescimento espiritual atividades físicas não ajudariam muito.

Mas como é que funciona essa história da prática da piedade?

Acredito que essa prática está ligada a uma vida de entrega, de renuncia, de obediência e amor a Deus. A presença de tal exercício deveria ser comum na vida daqueles que professam a fé em Cristo Jesus. Porém, como já falamos em outros textos, nem todos aqueles que professam essa fé estão dentro do que Deus espera que estejam. Do que? Da vontade do dEle.

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.”

Mateus 7:21

Para exercitar a piedade, devoção, ou reverência a Deus, precisamos nascer de novo. Agora não me peça para te explicar como se dá em todos os detalhes essa nascimento. Jesus no alto de sua sabedoria das coisas do céu e da terra não conseguiu ser entendido por um mestre do seu tempo. Quem sou eu então para te explicar? Olhe aí:

“Disse Jesus: "Você é mestre em Israel e não entende essas coisas?
Asseguro-lhe que nós falamos do que conhecemos e testemunhamos do que vimos, mas mesmo assim vocês não aceitam o nosso testemunho.
Eu lhes falei de coisas terrenas e vocês não creram; como crerão se lhes falar de coisas celestiais?”

João 3:10-12

OBS: Ah, Jesus sabia explicar. Quem não sabia entender era Nicodemos. 

Mas esse pode ser o assunto de um outro texto...

O que quero mesmo falar é que Cristo vivendo  em nós nos leva a viver saradões no que diz respeito a piedade.

Agora voltando ao exercício físico e a frase que intitula este texto:

Nunca se viu tanta gente malhando, caminhando, correndo, pulando, fazendo o que for para estar na melhor forma física. Concorda? Acredito que muitos o fazem pensando na saúde mesmo. Afinal, que mal há em buscar estar bem fisicamente? Nenhum. A questão é que, aparentemente, a esmagadora maioria o faz por vaidade, para ser bem aceito, para estar dentro dos padrões estéticos do nosso tempo. Mentira? As fotos no face não negam tal intenção. Mas deixo isso pra lá... Ah, aqueles que fazem por vaidade não estão livres dos benefícios ligados à saúde. Pelo menos nem todos, né? O que o pessoal faz de loucura para estar na melhor forma não está no gibi, nem na revista e nem em nenhuma enciclopédia. Mas deixa pra lá também. A questão é que eu não consigo entender é como pode haver a comunhão do “negar-se a si mesmo” com o “eu quero ser gostoso ou gostosa”. Longe de mim julgar, mas não consigo entender. Desculpe-me. Agora vem novamente aquela frase que você pode dizer:

“AH, MAS EXERCITAR A PIEDADE NÃO ME TORNA ATRAENTE!"

Te digo o seguinte:

O que você quer ser: atraente ou piedoso?

Há muito o que ser dito sobre esse assunto, mas é interessante que pensemos no que nos motiva a ser como somos. Não quero dizer que não há em mim nenhum tipo de vaidade e de  que a mesma não deva existir em qualquer outra pessoa, mas sim, dentro do que aprendi na bíblia, que essa vaidade pode nos fazer idólatras.

PENSE NISSO!


PROVAVELMENTE CONTINUA... 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

QUEM É DEUS NA SUA VIDA?

Esta pergunta veio na minha cabeça a partir da forma que vejo que nos relacionamos ou achamos que o fazemos com Deus. No nosso país o número daqueles que com palavras confessam que Jesus é o Senhor e Rei de suas vidas cresce a cada dia mais. Pena que muitos desses casos limitam-se as palavras. Talvez você se surpreenda ao perceber que você pode ser um desses.

Mas voltando...

O ambiente  no qual nos encontramos, repleto de desigualdades e movido pela busca da felicidade, além do anseio que todo homem tem por Deus, contribui bastante para a aceitação das palavras ligadas a Ele. Porém, é bom destacar, como já falamos noutro texto, que neste tempo muitos distorcem a imagem e o discurso proferido por Jesus com a sua vida. Como eles fazem isso? Massageando o seu ego. Que ver uma coisa? Dentre as pessoas que conheço, as músicas que mais as tocam são aquelas que falam de vitória, de que Deus dará uma cura, de que  nós preciosos, e por aí vai. Esquecemos-nos que Ele é o criador e que a razão de existirmos vêm dEle. Na luta por conquistarmos o que sonhamos ou simplesmente para sobreviver a esta vida muitos de nós tornam Deus um marginal no que diz respeito a direção dela. Muitos de nós possuem os seus sonhos e conjuntos de hobbies que os mantém existindo. Existindo mesmo, não ouso chamar de vida algo que independe de Deus. Onde Deus entra nessa história? No auxilio para a realização desses sonhos ou no preenchimento momentâneo das lacunas causadas pela incapacidade da realização de hobbies no preencher o abismo de dimensão eterna que há em nós. É aí, naquilo que nos leva a buscar a Deus, que sabemos se realmente estamos o buscando.

Se você está perdido nessa procura, o Caminho é Jesus. Não o que faz milagres, não o sábio, não o profeta, mas o Deus que se fez homem e que morreu a sua morte para que você tenha vida por obediência ao Pai e por amor a você. É tão difícil de entender isso? Você não é o centro do universo!

Aí você pode me dizer:

“ O que você quer eu faça? Largue a minha profissão, dê tudo que eu tenho e viva como João Batista?”

Se for o que Deus quiser que você faça, o faça. E é Ele quem vai dizer qual é o querer e a vontade dEle para a sua vida. A questão é que eu realmente não sei se você tem buscado saber qual é o querer dEle.

Mas de uma coisa eu tenho certeza:

Poderíamos viver muito menos para nós mesmos. Perdemos muitas oportunidades e tempo com questões não nos levam a nada. Essa vida é vapor... Nada que há aqui, seja atraente, divertido, ou gostoso de se viver é capaz de trazer razão para esta vida. Se para você é, com pesar no coração, te chamo de miserável.

Use um pouquinho essa parada que você tem aí dentro da cabeça:

Saber que há uma vida eterna e que existem palavras dela vindas de alguém (Jesus) não deveria nos motivar a aprender dEle e conhece-lo?

E aí volta a pergunta:
Quem é Deus na sua vida?


Talvez este vídeo te ajude a pensar sobre tudo o que falamos:



quinta-feira, 26 de setembro de 2013

SE DESVIAR DO MAL


No primeiro versículo do  capitulo 1 do livro de Jó somos informados a respeito do tipo de pessoa que ele era. O mesmo é chamado de integro, reto, temente a Deus e apresentado como alguém que se desviava do mal. Veja:

“Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; e era este homem íntegro, reto e temente a Deus e desviava-se do mal.”
                                                                  (Jó 1:1)


O quero destacar ao escrever este texto é o trecho "desviava-se do mal". Pode ser? Vamos lá.

Pense comigo:

 Partindo do princípio de que Jó desviava-se do mal, podemos dizer que de alguma forma este ia de encontro a ele. Acredito que assim como nas nossas vidas a presença daquilo que desagrada a Deus e uma consequente luta contra isso era uma constante na vida daquele homem. Contudo, mantendo a sua integridade e retidão, Jó conseguia desviar desse mal usando da sua capacidade de diagnosticar aquilo que atrapalhava a sua comunhão com Deus. Você pode discordar, mas acho que está aí maior qualidade deste homem.  Onde? No saber identificar e diferenciar o bem do mal. 
Tenho percebido que essa função em nós muitas vezes não está habilitada. Ah, você pode discordar novamente, mas acredito que é por isso que chamamos o bem de mal e o mal e o nada a ver de bem. 

Há um provérbio que demonstra bem esse defeito nosso. Olha aí:

“Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte.”
                                                        (Provérbios 14:12)

  • É bom destacar que dentro de como funcionava a relação que Deus queria ter com o homem no período histórico de Jó, com o seu modo de viver, este agradava a Deus. Podemos dizer que dentro do que ele conhecia do caminho ele era fiel. 


Você pode discordar novamente, mas acredito que temos falhado nesse sentido. Por quê? Porque hoje parece que não entendemos que o caminho para desviar-se do mal é Jesus. Parece que não compreendemos que o relacionamento que Deus quer ter conosco está diretamente ligado a Ele. 

Olha aí:

“Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.”
                                                              (João 14:6)

 Da maneira que vivemos, muitas vezes, não vivemos como quem tem o Filho de Deus como caminho. Por quê? Porque sendo Ele o caminho, é nEle e com Ele que temos que caminhar. É como Ele mesmo disse:

“E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me."
                                                             (Marcos 8:34)

No mundo no qual vivemos o negar a si mesmo é visto como loucura. Por isso, a cada dia mais, mais pessoas vivem em função de si mesmas buscando de diversas formas viverem uma vida regada de uma satisfação egoísta. 

Aí você me pergunta: 

— O que isso tem a ver com o meu relacionamento com Deus?

 Tudo. Pelo fato de muitos de nós não serem fortes o suficiente para influenciar a este mundo, por ele, estes são influenciados. E quer saber? O “deixar a vida me levar” deste mundo não nos aproxima de Deus. Ah, o “nada a ver” não existe!

Lendo isto, talvez você busque se justificar dizendo que está no caminho certo pelo fato pensar fazer coisas para Deus. Então... Se você se justifica com esse argumento, você está redondamente enganado.  Nada do que você faz te justifica, viu?  Veja:

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.
Não vem das obras, para que ninguém se glorie;
Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.”   
                                                            (Efésios 2:8-10)

Aí você me diz:

— Ah, mas eu canto na igreja, danço, profetizo, expulso demônios, faço de tudo. Não é possível que isso não me justifique e diga que estou no caminho certo!”.

Não diz. Olha aí:

Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.
Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas?
E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade.
(Mateus 7:21-23)

Segundo o que está escrito nestes versículos, aquele que faz a vontade de Deus é o que está no caminho certo. Mas como saber qual é a vontade de Deus? 

Respondo da seguinte forma:

Só há como saber qual é a vontade de Deus se entregando com sinceridade a Jesus. A partir daí, estando Ele vivo em nós, há em nós a renovação do entendimento e consequetemente a compreensão de qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.


Oremos a Deus pedindo a Ele que não nos permita ser alcançados pelo engano do pecado e que assim como Jó consigamos nos desviar do mal.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Tentado a ser um zumbi

Na primeira temporada de “The walking dead”, quando o Rick e o seu grupo chegam ao CDC, eles encontram um cientista que, além de lhes conceder abrigo, explica a ação do vírus que transformou parte da raça humana em zumbis. Não me lembro muito bem de tudo o que ele falou, mas me recordo que aquele que fosse contaminado teria um desejo insaciável de se alimentar de... de... ah, a gente sabe do que. Mas, verdadeiramente, este texto não tem como lição o “não coma pessoas”, afinal todos nós já sabemos que não devemos nos alimentar do nosso próximo. Pelo menos, acredito eu, que sim. Mas então... A ideia central deste texto está ligada a semelhança que temos, em alguns momentos, com estes mortos vivos no que diz respeito a agir sem o normal funcionamento da mente em busca de satisfazer o nosso instinto. 

A frase a seguir é a que me mostrou a tal semelhança:

“...A parte humana é só uma casca estimulada por instinto irracional”
Edwin Jenner                         

*frase dita no episódio 6 da primeira temporada da série.

 Aí você  deve se perguntar: “Ele está querendo dizer que somos iguais aos zumbis? Como assim?” É isso mesmo, meu amigo. Quer que eu exemplifique? Olha aí então:
Há momentos nos quais desligamos a nossa consciência e nos permitimos fazer o que o nosso insaciável desejo de se alimentar quer que façamos.

*Ah, só para deixar claro: Não estou falando literalmente de comida. Na verdade, não só. Até porque, ela também está inclusa entre as coisas que são objeto de desejo dessa fome insana. Mas digo o “não só”, pois o “alimento” pode variar, de individuo para individuo. Por isso, foquemos no que nos leva a agir como agimos e em como fazemos isso.

Voltemos então...
Quando isso acontece (quando desligamos a consciência), ignoramos tudo o que acreditamos ou dizemos acreditar. Como isso acontece? Como chegamos a esse estado? Primeiro, temos que considerar que nós somos os responsáveis para que o zumbi que há em nós não seja liberto. A responsabilidade é nossa, ok? Agora, pensemos na seguinte situação:

Do que eu alimento a minha mente?

Por não entendermos muito bem como são assimiladas pela nossa mente as diversas informações que recebemos, permitimos que qualquer coisa entre na nossa cabeça, partindo do principio que não há nada demais em permitir que ela entre, pois aquilo não provocará nenhuma reação nociva em nós. E é aí que o peixe morre. Naquilo que, aparentemente, não leva à morte, mas sim à satisfação, à matar a fome.
É nisso que morremos. O interessante é que no nosso caso o resultado de morder a isca pode ser imediato ou não, mas perceptível, muito provavelmente, não será. Por quê? Por que entorpecidos pelo prazer, pela satisfação, já não há em nós consciência. E é aí que foge o zumbi que nós não deveríamos permitir que fosse liberto. É como se o que acreditamos não ter nada a ver fosse uma faísca que foi de encontro a uma atmosfera explosiva que existe no nosso interior. Qual é o resultado? Estrago é o resultado, meu irmão.

Só para terminar por enquanto:
Aquele que acha que tudo isso que estou falando é estupidez dirá que se não fazemos o mal a ninguém, não cometeremos erro algum ao nos permitir. O mesmo também dirá que não há pecado algum ao fazer isso e que é só coisa que querem colocar na nossa cabeça para que nos sintamos culpado, pois, enquanto culpados que precisam de perdão, somos presas fáceis para aquele que diz ser o único que pode interceder por você, mas é claro, mediante a um favor seu. E quer saber? Em parte eu concordo com quem dirá isso, pois, verdadeiramente, existem pessoas que se beneficiam em diversos aspectos com a culpa dos outros. Mas, quer saber de uma outra coisa? Deus não tem nada a ver com o discurso dessa gente que quer se beneficiar em cima dos seus erros existentes ou criados por estes para te aprisionar. Até porque, ouve aí:
Alguém já morreu por você, para remissão dos seus pecados. E este alguém, sim, é aquele que é o caminho, a verdade e vida. Ah, saiba que ninguém vai a Deus se não for por Ele. Por isso, o charlatão é só mais um charlatão. O caminho é Jesus.

Mas voltando...
A parte que discordo é a que diz que só estamos errados se fazemos o mal a alguém. Por que, concorde você ou não, ao não fazermos o bem, erramos tanto quanto aquele que faz o mal e fazemos o que ele faz ao deixar de fazer que deveríamos ter feito. Goste ou não, é o que é, meu irmão.  E nesse mundo, tomado pelo vírus do viva para si mesmo, onde o que importa é a minha vida, o meu prazer, a minha satisfação, o meu querer, essa palavra cabe muito bem.

Para alguns, agir como um zumbi será um acidente, entretanto, para outros, será o seu viver normal.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Não cometer os erros que os outros cometem não faz de você um justo, ok?

Aquele que se vê como justo comparando-se com o seu próximo comete um equivoco enorme. Aquele que se acha melhor do que os outros por não cometer os erros que estes cometem ignora que é tão pecador e dependente da misericórdia de Deus quanto eles. Infelizmente, a começar em mim, esta é uma postura comum entre nós seres humanos. Validamos o nosso modo de agir, ainda que errado, a partir de um aparente erro maior que alguém cometeu ou comete. Quer um exemplo? Olha aí:

Imaginemos que você discorde de alguém que demonstre ódio no seu modo agir, e que este desperta em você a capacidade de odiá-lo por assim se comportar. Conseguiu imaginar? Então diga-me: Qual é a diferença entre vocês? Não estão ambos agindo da mesma forma? Não estão tomados pelo mesmo sentimento? Pense mais um pouco lendo esta parábola:





E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano.O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: O Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: O Deus, tem misericórdia de mim, pecador!Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado. 


                                                       (Lucas 18:8-14)


Sabe qual é a questão? Enquanto eu me comparo com o outro, posso ser quem eu quiser, pois não importa quem seja esse outro, se for humano, certamente possuirá falhas. Logo, se agimos dessa maneira, nunca precisaremos mudar, e sim sempre acusar. Complicado, não é? 

Para encerrarmos por enquanto, vamos nos questionar:

Será que sou tão correto quanto penso que sou? Será que você é? Será que estou sempre certo? Será que você sempre está?

Continua...

                                                 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Amigo ou comparsa?


Ficar sozinho é complicado demais para qualquer pessoa. Afinal, precisamos ter amigos. Digo amigos de verdade, pessoas que querem o nosso bem e que não se importam em serem vistos como chatos por nos tornar conhecedores dos erros que cometemos. Não é isso o que um amigo deve fazer? É sim, pow... Dificilmente buscamos essas pessoas, e quando buscamos, algumas vezes, não as encontramos. Por que será? Por que não encontramos? Escuta essa aí: 

Eles estão em extinção! 

Não percebemos isso, pois substituímos elas por outro tipo de companhia. É, pow. Colocamos no lugar deles pessoas que cometem os mesmos erros que a gente, pessoas que não estão preocupadas com outras a não ser elas mesmas. Ah, e nos tornamos gente assim também, viu?. Hoje, a relação entre estas não se assemelha com a amizade nem um pouco. Nem um pouquinho. Nem um pouquinhozinho. Sério, não são amigos, mas comparsas. Forte, não? 

Agora, questione-se aí: 

Por que muitas vezes dou mais valor ao discurso do meu “amigo” do que o dos pais? 

Pense aí...
E aí, foi?
Ainda não?
Tranquilo, eu espero mais um pouco.

Então...Penso que isso acontece pelo fato de que o mesmo expressa o que queremos ouvir. Ele nos permite nos permitir. E quer saber? Em uma sociedade onde a frase que reina nos corações é “vamos nos permitir”, esse cara é uma "ótima" companhia.

Continua...

Vivo, logo luto.

Luto contra a minha vontade, contra os meus desejos, contra o me permitir, contra valores invertidos que tornaram-se certos pelo “todo mundo faz”, contra a fraqueza, contra a ausência de motivações corretas, contra o sono, contra a balança, contra o estereótipo do cara perfeito que dentro de padrões questionáveis querem que eu seja, contra a baixa auto-estima, contra o consumismo, contra a vaidade, o egoísmo, a inveja, o ciúme, o desequilíbrio, a hipocrisia, a inconstância, a falta de paciência, contra ensinamentos equivocados que foram inseridos na minha mente e na de outros a vida inteira, contra o conformismo, contra a alegria exagerada que não me permite ver o quanto é necessário mudar, contra a tristeza que quer me fazer parar, contra o medo, contra os oba-obas, contra paixões que não me levarão a lugar nenhum, enfim, vivo, logo luto.

Ídolos.

Eles estão presente demais na vida de muitos. Acredito eu que por aparentemente serem o que não somos, por viverem algo que não vivemos, possuírem qualidades que não possuímos, por representarem algo que achamos importante apresentando pensamentos que se encaixam com o que queremos ouvir, e por diversos outros fatores, a presença de ídolos na sociedade na qual estamos inseridos está a cada dia mais comum.

Então...
Por mais que pareça que sim, o fato deles serem alguma coisa que não somos não torna-os pessoas melhores ou mais agraciadas por Deus do que nós. Talvez a pressão exercida sobre cada um de nós no que diz respeito a como deveríamos ser em qualquer aspecto leve-nos a acreditar que aquela pessoa, por corresponder a todas as expectativas da sociedade, vive uma vida infinitamente melhor do que a nossa. Aí entramos em uma questão muito interessante que responderei com a seguinte frase:

NEM TUDO QUE PARECE É, MEU AMIGO!

Aparentemente, neste caso, o individuo cria um grau de proximidade e cumplicidade com o ídolo, mesmo sem conhecê-lo e sem ser conhecido por ele, forte demais. Enxergamos isso quando o fã compra a briga do seu ídolo, alegra-se com a sua alegria, chora com a sua tristeza, e demonstra um carinho pelo mesmo até maior do que possui por quem está a sua volta.

Então...
Seja o cantar melhor, o dançar melhor, o falar melhor, ou qualquer outra coisa que ele possa fazer melhor que cada um de nós, nada disso diminui o nosso valor, e muito menos diz que não possuímos qualidade alguma. Dentro do que eu acredito e aprendi, o que traz valor ao que fazemos é o que há em nossos corações ao fazer o que fazemos. É isso que dirá se há qualidade ou não em qualquer coisa que fizermos em nossas vidas.

Então...
Por justificarem nossos pensamentos e ações, legitimando a nossa forma de viver e pensar, alguns são ídolos inquestionáveis. Eles são inquestionáveis, pois se colocarmos na berlinda o proceder e pensar dos mesmos, estaremos colocando-nos nesta posição. 



Então...
Rever o nosso proceder é necessário demais. Pense nisso!

Estou seguindo Ele.

Sigo a Jesus. Busco, mesmo que falhando muitas vezes, fazer a sua vontade e cumprir o seu querer. A minha proximidade de Deus não depende de estar ou não em um lugar, pois a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão ao em espírito e em verdade, a todo momento e em todos os lugares. Se eu me esvaziar de mim e buscá-lo de todo coração, o encontrarei. Preciso amá-lo em primeiro lugar, e a quem me cerca como a mim a mesmo. Ele não me aliena dos problemas e das desigualdades à minha volta, não me torna uma pessoa pior, e muito menos gente menos gente. Tenho a noção de que se não fosse a sua misericórdia, o seu perdão, e o seu amor, eu não estaria vivo. Eu poderia até tentar viver indiferente a Ele, porém seria idiotice demais da minha parte tentar viver sem aquele que é a vida. Ninguém me perguntou nada, mas não custa dizer:
Só em Deus a vida faz sentido.

É preciso saber viver.

Não sei se isso é especifico do tempo no qual vivemos, mas, nós (seres humanos) temos andado tão mergulhados em questões de pequena importância. Perdemos o sono, o apetite, ficamos com raiva, xingamos, murmuramos, e depois de sentir isso tudo, já nem sabemos o que nos levou a ficar do jeito que ficamos. Não que em algumas dessas situações não tenhamos razões para ficarmos chateados, porém ficar não resolverá nada. Parece-me que precisamos criar uma novelinha em nossas vidas para que ela tenha graça. Mas pense comigo: A vida já não é complicada demais para que a compliquemos mais? Ela é, e você sabe disso.

A frase daquela música muito conhecida cabe bem demais a este assunto, afinal:

"É PRECISO SABER VIVER!" 

E quer saber? Infelizmente, muita gente não sabe viver, e muito menos o que é viver.
Mesmo sendo suscetível ao erro, pois não sou perfeito, agora, como diria a canção "viver é crer" do Cantor Thiago Grulha:

"Agora sei o que é viver.  Agora sei o que é viver.  Viver é crer.  É aprender a andar com Deus." 
A música da qual estou falando:


É isso aí, aprendemos a viver e o que é viver ao aprender a andar com Deus.

Daí surge a questão:

QUEM ESTÁ DISPOSTO A TAL APRENDIZADO?

Se a felicidade...

Se a felicidade está ligada ao uso de alguma substância química que me faça "viajar", eu não sou feliz. 
Se a felicidade está ligada à sair pegando geral por aí, tomei um toco dela.
Se a felicidade está ligada à rir o tempo todo, acho que ninguém é feliz.
Se a felicidade está ligada à busca pelo prazer, em qualquer aspecto, indiferente ao mundo à minha volta, estou muito longe de encontrá-la 
Se a felicidade está ligada à busca por estar dentro de todos os estereótipos ditados pela sociedade na qual vivo, não a tenho buscado.
Se a felicidade leva pessoas à mascararem o que sentem, nunca quero ser feliz.

Por Ele justificado.

Nunca quero parecer ser mais justo do que sou. Sou um pobre pecador, um jovem como todos os outros, com desejos, sonhos e vontades. Só que:
Quando estou errado, estou errado. Quando estou certo, ainda estou errado, pois nunca serei correto a ponto de me justificar. Quando busco viver para fazer a vontade daquele que nunca errou, por Ele sou justificado.

A morte do chorão

      Quando era mais novo, ouvia direto Charlie Brown Jr. Ouvia, pois suas letras iam de encontro ao que eu vivia na época. Falavam sobre amor entre pessoas de classes econômicas diferentes, sobre politica (com agressividade), e também sobre curtição. No meu pequeno conhecimento de mundo, achava que aquele homem (o Chorão) tinha as respostas para as questões da vida. Mas, como diria o mesmo: 


"Um dia a gente cresce, conhece nossa essência e ganha experiência, aprende o que é raiz, então cria consciência."
      E quando isso começou a acontecer, percebi que aquele homem no qual eu depositava a minha fé, por mais que tivesse uma baita inclinação ao bem e à contestação, não possuía as tais respostas. E mais, ele também precisava das mesmas. Precisava demais!

Parece-me, que ao ver que não poderia mudar tudo aquilo de ruim que acontecia, chegou à essas conclusões:
"O que importa é se sentir bem. O que importa é fazer bem." 

      A segunda afirmativa é fantástica, pois é muito prazeroso fazer o bem à alguém. Fazendo o bem começamos a fazer a diferença, pois a mudança que queremos deve começar em nós.

      Já sobre a primeira, não tenho a mesma opinião. Por quê? Nem tudo o que me faz me sentir bem me faz verdadeiramente bem. E é aí, que, segundo a minha forma de pensar, ele, outros ídolos com mentes geniais, e seus fãs se perderam ou se perdem. Se perdem, porque nem tudo o que nos dá prazer, em qualquer aspecto, vai trazer sentido ao nosso viver. O que um dia me leva a esquecer os problemas pode virar um problema maior ainda. O que nos satisfaz agora, algumas vezes, pode nos levar à dependência disto, e a consequente alienação em diversos assuntos da vida.
Estou longe de ser perfeito, mas não quero que nada que, aparentemente, me faça bem agora tire a minha vida e leve-me à simples existência.


ELE FOI BRILHANTE, MAS NÃO TINHA AS RESPOSTAS!

NÃO ESQUEÇAMOS DISSO!

Ela não tem a ver com estar por estar e fazer por fazer

A igreja não se limita a um lugar no qual vou ou a coisas que faço neste. É, ela não pode ser contida em um edifício ou em atos padronizados realizados no mesmo. Por que não? Porque ela é o que sou. Sim, o que sou. É o que sou em todo e qualquer momento. Legal, né? Ah, mas é bom deixar claro que o faço não leva-me a sê-la, e sim o contrário, o que sou move-me a procurar fazer o que deve ser feito. 

Obs: Isso tudo não tem nada a ver com filosofia de vida, ok? É vida. Só vida.

A hora vem, e agora é...

Pensamentos para viver bem em cada hoje de nossas vidas.

Não é pecado ter uma vida boa. Pecado é achar que você pode tê-la sem Deus.


Aparentemente, uma das suas maiores lutas é contra você mesmo.


Não se entristeça pelas situações que a sua mente cria.


Seja correto e torça para que o seu próximo também seja. Se ele não for, continue sendo.


Nem tudo que parece é. E quer saber? Às vezes, nem parecer parece, é só coisa da sua cabeça.


Aprenda a confiar.


Mudar dói, mas é necessário.


Ele te ajuda, mas não escolhe por você.


Não se preocupe em parecer, seja. Afinal, a opinião mais importante dessa vida vem de alguém que sonda o coração.


Até em silêncio Ele fala. Ele sempre fala. Só nos falta a percepção para entender o que.



TENHAM UM ÓTIMO DIA.