quinta-feira, 9 de maio de 2013

Não cometer os erros que os outros cometem não faz de você um justo, ok?

Aquele que se vê como justo comparando-se com o seu próximo comete um equivoco enorme. Aquele que se acha melhor do que os outros por não cometer os erros que estes cometem ignora que é tão pecador e dependente da misericórdia de Deus quanto eles. Infelizmente, a começar em mim, esta é uma postura comum entre nós seres humanos. Validamos o nosso modo de agir, ainda que errado, a partir de um aparente erro maior que alguém cometeu ou comete. Quer um exemplo? Olha aí:

Imaginemos que você discorde de alguém que demonstre ódio no seu modo agir, e que este desperta em você a capacidade de odiá-lo por assim se comportar. Conseguiu imaginar? Então diga-me: Qual é a diferença entre vocês? Não estão ambos agindo da mesma forma? Não estão tomados pelo mesmo sentimento? Pense mais um pouco lendo esta parábola:





E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano.O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: O Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano.Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo.O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: O Deus, tem misericórdia de mim, pecador!Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque qualquer que a si mesmo se exalta será humilhado, e qualquer que a si mesmo se humilha será exaltado. 


                                                       (Lucas 18:8-14)


Sabe qual é a questão? Enquanto eu me comparo com o outro, posso ser quem eu quiser, pois não importa quem seja esse outro, se for humano, certamente possuirá falhas. Logo, se agimos dessa maneira, nunca precisaremos mudar, e sim sempre acusar. Complicado, não é? 

Para encerrarmos por enquanto, vamos nos questionar:

Será que sou tão correto quanto penso que sou? Será que você é? Será que estou sempre certo? Será que você sempre está?

Continua...