segunda-feira, 22 de abril de 2013

A morte do chorão

      Quando era mais novo, ouvia direto Charlie Brown Jr. Ouvia, pois suas letras iam de encontro ao que eu vivia na época. Falavam sobre amor entre pessoas de classes econômicas diferentes, sobre politica (com agressividade), e também sobre curtição. No meu pequeno conhecimento de mundo, achava que aquele homem (o Chorão) tinha as respostas para as questões da vida. Mas, como diria o mesmo: 


"Um dia a gente cresce, conhece nossa essência e ganha experiência, aprende o que é raiz, então cria consciência."
      E quando isso começou a acontecer, percebi que aquele homem no qual eu depositava a minha fé, por mais que tivesse uma baita inclinação ao bem e à contestação, não possuía as tais respostas. E mais, ele também precisava das mesmas. Precisava demais!

Parece-me, que ao ver que não poderia mudar tudo aquilo de ruim que acontecia, chegou à essas conclusões:
"O que importa é se sentir bem. O que importa é fazer bem." 

      A segunda afirmativa é fantástica, pois é muito prazeroso fazer o bem à alguém. Fazendo o bem começamos a fazer a diferença, pois a mudança que queremos deve começar em nós.

      Já sobre a primeira, não tenho a mesma opinião. Por quê? Nem tudo o que me faz me sentir bem me faz verdadeiramente bem. E é aí, que, segundo a minha forma de pensar, ele, outros ídolos com mentes geniais, e seus fãs se perderam ou se perdem. Se perdem, porque nem tudo o que nos dá prazer, em qualquer aspecto, vai trazer sentido ao nosso viver. O que um dia me leva a esquecer os problemas pode virar um problema maior ainda. O que nos satisfaz agora, algumas vezes, pode nos levar à dependência disto, e a consequente alienação em diversos assuntos da vida.
Estou longe de ser perfeito, mas não quero que nada que, aparentemente, me faça bem agora tire a minha vida e leve-me à simples existência.


ELE FOI BRILHANTE, MAS NÃO TINHA AS RESPOSTAS!

NÃO ESQUEÇAMOS DISSO!

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